Programa Cisternas entrega 54 mil tecnologias de acesso à água para famílias do Semiárido

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Mais de 54 mil tecnologias sociais de acesso à água foram entregues para famílias do Semiárido entre janeiro e setembro de 2016. Com os reservatórios, os sertanejos passam a ter acesso à água de qualidade para beber, cozinhar e para a produção de alimentos e criação de animais.

Somente no Estado do Ceará foram executadas em 2015 e 2016 24.604 cisternas de placa e enxurrada. Além da cisterna tradicional (cisterna de placa) outra técnica de armazenamento como a cisterna calçadão, com capacidade de armazenar 52 mil litros, foi implementada.

Segundo o deputado estadual Moisés Braz (PT), a ampliação do acesso a tecnologias de armazenamento de água foram uma conquista dos trabalhadores brasileiros durante os governos Lula e Dilma. “Só a partir da chegada do PT ao Governo Federal a melhoria das condições de vida das populações sertanejas entrou na pauta e políticas públicas como a das cisternas foram universalizadas. Isso revolucionou o semiárido ao impedir que muitos dos nossos irmãos deixassem o interior para engrossar fileiras da pobreza nas zonas metropolitanas. Paralelo a isso, Lula e Dilma estruturaram uma série de projetos produtivos e outras políticas com o objetivo de garantir sustentabilidade ao meio rural, ao mesmo tempo em que projetos estruturantes como a Transposição do Rio São Francisco saíssem do papel e obras como o Cinturão das Águas do Governo do Ceará tivessem recursos garantidos. Mas tudo isso infelizmente está ameaçado pelo governo golpista que tomou o poder”, afirmou o deputado.

No Nordeste o Estado ocupa o primeiro lugar com investimentos de R$ 329.107.571,24 em obras de capacitação e tecnologias voltadas para o uso adequado da água.

O Programa Cisternas, do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), já entregou 836 mil cisternas para consumo humano (1ª água) e quase 133 mil tecnologias (2ª água) para produção de alimentos. Cada cisterna para consumo humano armazena 16 mil litros de água e atende a uma família de cinco pessoas num período de estiagem de até oito meses.

O programa também apoia a construção de tecnologias sociais para ampliar as condições das famílias produzirem alimentos. A cisterna calçadão e a cisterna de enxurradas, com capacidade de armazenar 52 mil litros, estão entre as principais tecnologias implementadas.

O secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDSA, Caio Rocha, explica que o Programa Cisternas possibilita a convivência das famílias com a seca. “Com a água das cisternas, elas conseguem sobreviver à estiagem e também produzir alimentos”. Segundo ele, o ministério já investiu R$ 287,7 milhões no programa somente neste ano.

Novas políticas

Escolas – O Programa Cisternas também tem colaborado para a redução da evasão escolar no Semiárido. Graças à construção de 3 mil cisternas nas escolas, estudantes podem permanecer em sala de aula durante o período de estiagem na região. A água armazenada em cisternas de 52 mil litros pode suprir as necessidades da escola – beber e cozinhar – durante o período de estiagem, a depender do número de alunos que frequentam a escola.

Parcerias – O Programa Cisternas, do governo federal, é executado pelo MDSA em parceria com governos estaduais, municipais, consórcios públicos municipais e organizações da sociedade civil, como a Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC) e o Memorial Chico Mendes (MCM).

Com informações do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA)