Fortaleza: 20 mil pessoas voltas às ruas neste sábado (07) em defesa de Lula

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Foto: Wladia Fernandes
Foto: Wladia Fernandes

“Não adianta prender o Lula, porque a luta na rua continua”, era a palavra de ordem repetida incansavelmente pelos manifestantes que se concentraram na tarde deste sábado (7/4), na praça Luíza Távora, em Fortaleza. 20 mil pessoas caminharam pelas ruas do bairro Aldeota, em direção à praça de Imprensa, no Dionísio Torres.

Este é o quarto ato seguido realizado pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo em Fortaleza, desde o julgamento do habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente Lula, no Superior Tribunal Federal (STF). O encerramento da caminhada foi em frente à TV Verdes Mares, afiliada da TV Globo no Ceará. Na oportunidade, os manifestantes repudiaram a cobertura duvidosa realizada pela emissora, em todas as mobilizações de organizações e partidos de esquerda por todo o país, desde o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Ao todo, 50 mil pessoas participaram de atos, vigílias e caminhadas pelas ruas e praças de Fortaleza na última semana. Segundo o presidente do PT Ceará, De Assis Diniz, “a desobediência é dizer não é a essa prisão injusta do Lula. O povo está indo às ruas dizer que Lula não está sozinho e que acreditamos em sua inocência. Somos todos milhões de Lula no Brasil”, disse o dirigente.

Para Andréa Oliveira, do PCdoB, “muitos dos nossos perderam a vida lutando pela liberdade democrática do nosso país. A elite tomou o poder na marra. Tem todo o simbolismo a prisão de Lula. Ele não está sendo peso sozinho. Estão sendo presos hoje os sonhos de milhares de brasileiros e brasileiras”, afirma. “Estamos em caminhada porque não vamos jamais permitir que prendam nossos sonhos. Esse não é o fim. É o começo de uma grande luta do povo brasileiro que quer Lula livre. Temos de continuar na rua. Nós somamos à luta pela liberdade e pela democracia”, enfatiza.

De acordo Ailton Lopes, do PSol Ceará, “existem diversos municípios do Ceará e de Norte a Sul do país onde a classe trabalhadora se sente convocada a participar de atos como estes. Não permitiremos o aprisionamento dos nossos sonhos e convicções. Reafirmamos hoje que não aceitaremos o aumento da escalada autoritária e de escalada fascista”.

Enedina Soares, presidenta da Fetamce, mais uma vez falou sobre os interesses por traz da prisão de Lula. “Não será com silêncio da classe trabalhadora que vão prender o maior líder da nossa história. Estamos aqui pra dizer que estão prendendo o Lula porque estão querendo nos acorrentar. Estamos nas ruas na Aldeota pra dizer que durante os governos do PT que a classe trabalhadora tava fazendo planos de colocar seu filho na universidade, de comprar sua casa própria. O governo do PT mudava a lógica de exploração. Não haverá um minuto de silêncio e nenhum recuo. Vamos continuar a ver o Lula presidente do nosso país”.

Interior do estado
No Vale do Jaguaribe, manifestantes saíram em carreata pelas ruas de Limoeiro do Norte em defesa do ex-presidente.
Curitiba Agora as atenções estão voltadas para Curitiba, no Paraná, onde o presidente Lula está sendo levado. A orientação é reunir o maior número de manifestantes em frente à sede da Polícia Federal.