Na manhã desta sexta-feira (04/8), o deputado estadual Moisés Braz (PT) participou da Reunião Ampliada do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (STRAAF) do município de Itapipoca. O encontro aconteceu na sede da entidade e reuniu dirigentes sindicais e coordenadores de base. Presentes o presidente do sindicato Manoel Vidal e o presidente do PT Itapipoca Raimundo Pires. O parlamentar falou sobre a política nacional e fez uma avaliação do Partido dos Trabalhadores (PT) diante do atual cenário.
“Prometeram o céu e tão dando o inferno para o povo brasileiro, principalmente para aqueles com menor poder aquisitivo”, destacou Moisés Braz ao citar as diversas reformas impostas pelo governo de Temer que prejudicam diretamente a classe trabalhadora. “Querem tratar os desiguais como iguais e isso não podemos permitir”, afirmou o deputado que acredita ser possível barrar a reforma da Previdência por meio de grandes mobilizações populares.
Moisés criticou o arquivamento do processo de investigação de corrupção contra Temer por parte da Câmara Federal. “Temos um presidente no país acusado de corrupção, onde o homem de sua confiança corre com uma mala de dinheiro e o nosso legislativo federal impede que ele seja investigado”, condenou. Para o parlamentar, o governo não tem credibilidade e nem moral, mas se sustenta por “servir aos interesses do agronegócio, dos latifundiários, do grande capital e da mídia.”
Segundo o deputado, a direita brasileira acreditava que enterraria o PT com a derrubada de Dilma, “mas o tiro saiu pela culatra”. Para Moisés, os que pregavam o moralismo e a bandeira de combate a corrupção foram desmascarados. Ele afirma que o partido segue firme em oposição a Temer e é a única sigla com nome para unificar a esquerda brasileira. “O PT está forte em torno de um nome: Luiz Inácio Lula da Silva”. Sobre a condenação do ex-presidente, ele afirma que se trata de perseguição política e não deve se consumar.
O processo eleitoral do ano que vem também foi pautado pelo deputado. Moisés destacou que não se pode condenar a política, pois é ela o instrumento que possibilita mudar a vida das pessoas. “Podemos até detestar os políticos, mas a política não”, pontuou. Ele criticou a reforma política em discussão na Câmara. “Querem acabar com as coligações e enfraquecer os partidos. É uma reforma que não serve para a gente e tanta impedir nossas lideranças”, afirmou. Para o parlamentar, é preciso aperfeiçoar o atual sistema, acabando com o financiamento privado e o caixa dois, além de estabelecer o financiamento público de campanhas.
Por fim, o deputado fez ainda uma explanação sobre os rumos do movimento sindical rural no Brasil. Para ele, os dirigentes sindicais precisam sair da sede dos sindicatos e ir ao campo conhecer a realidade e fazer a defensa dos trabalhadores. “Aqui a gente encaminha, mas só resolve é lá fora”, pontuou. Moisés alerta que as reformas propostas por Temer também objetivam “acabar com o movimento sindical no país”. O parlamentar afirma que é necessário de formação sindical para fazer contraponto. “Não cabe mais diretor do sindicato que não tem coragem de ir na delegacia defender o trabalhador”, destacou.
Sobre o papel das entidades organizadas diante da política, Moisés Braz é contundente: “Sindicato não é partido político, mas deve tomar posição política”. Segundo o parlamentar, os dirigentes são formadores de opinião e devem se posicionar. “Enquanto liderança, o diretor precisa emitir sua opinião e mostrar o que é melhor para a classe trabalhadora”, opinou.








