Moisés Braz e Fetraece negociam pauta do Grito da Terra com Camilo Santana

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(Fotos: Janes P. Souza)

O deputado estadual Moisés Braz (PT) participou nesta terça, 19, no Palácio da Abolição, da entrega da pauta de reivindicações da Fetraece para o fortalecimento da agricultura familiar cearense por ocasião do Grito da Terra 2018.

Os resultados das negociações serão anunciados durante o Grito da Terra 2018, programado para o dia 27 de junho, em Iparana, Caucaia. A atividade vai reunir agricultores e agricultoras familiares de todo o Ceará. O governador Camilo Santana confirmou participação no evento.

Moisés acompanhou as negociações ao lado do presidente da Federação, Raimundo Martins, e de parte da direção ampliada da entidade. Também estiveram presentes o chefe da Casa Civil, Nelson Martins; os secretários da SDA, De Assis Diniz, e da SRH, Francisco Teixeira; o superintendente do Idace, Cirilo Pimenta, e o coordenador de acolhimento aos Movimentos Sociais do Governo do Ceará, Cícero Cavalcante.

Também representaram o movimento sindical rural cearense José Francisco de Almeida (Sec. Política Agrícola); Luiz Carlos Ribeiro (Sec. de Finanças); Diassis Teixeira (Sec. Geral); Rosângela Moura (Sec. de Política Agrária); Erivanda França (Sec. Formação); Cícera Vieira (Sec. de Mulheres); Milena Camelo (Sec. de Jovens); Miramar Muniz (Coordenador da Fetraece no Vale Jaguaribe); Joathan Magalhães (Coord. da Fetraece no Cariri); Elisângela Fernandes (Coordenadora da Fetraece na Grande Fortaleza) e Antônio Soares (Coord. Da Fetraece no Vale do Curu e Baixo Acaraú).

Sobre o Grito da Terra

Trata-se da principal evento da agenda do movimento sindical do campo, reúne milhares de trabalhadores e das trabalhadoras rurais de todo o País em Brasília. O Grito da Terra Brasil é uma mobilização promovida pela Contag e apoiada pelas Fetags e pelos STRs e possui um caráter reivindicatório. É por essa razão que a manifestação pode ser considerada como uma espécie de data-base dos agricultores familiares, dos trabalhadores sem-terra e dos assalariados e das assalariadas rurais brasileiras.

O primeiro Grito da Terra Brasil foi organizado em 1995 e teve como saldo imediato a criação de uma linha de crédito no valor de R$ 1,5 milhão para a agricultura familiar. Desde então as Fetags também promovem os Gritos da Terra Estaduais, que negociam com os governos estaduais a pauta de reivindicações dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais.

A pauta do Grito da Terra Brasil é ampla e reúne reivindicações relativas às políticas agrícolas (assistência técnica, crédito), à reforma agrária (desapropriação de terras e criação e manutenção de assentamentos), às questões salariais (cumprimento e ampliação das leis trabalhistas) e às políticas sociais (saúde, previdência, educação e assistência social). A mobilização também defende os interesses das mulheres trabalhadoras rurais e da juventude rural.

Fotos: Janes P. Souza